A Solidariedade Maçônica.



Popularmente a Maçonaria não goza de bons adjetivos. Geralmente proliferam piadas de mau gosto que diz tolices diversas. Alguns, dentre os detratores da Ordem, se arvoram do título de defensores da fé (apologistas) e acaba por construir um monte de lixo ou um edifício todo torto, mais parecido com um barraco de favela. Não contribuindo para nada. Demonstrando apenas que se trata de alguém que não serve para ser cristão ou que ignora o principio básico do “amor” vivido (e não pregado) por Jesus.
            Após esse preâmbulo um pouco sem humor, quero falar sobre maçonaria ou de um único tema que nela se cultiva. Trata-se da solidariedade. Certamente constitui uma das primeiras lições de qualquer Loja Maçônica dirimir possíveis equívocos acerca desse assunto para o novo Confrade. Aquela idéia, alimentada pelas pessoas em geral, de que na Maçonaria a pessoa fica rica ou que pode fazer qualquer coisa de errado não diz nada sobre essa secular Ordem. Não se trata de uma associação de “coronéis” ou de bandidos. Trata-se de uma Instituição inspirada por filosofias iluministas e que vê na razão sua principal coluna de sustentação. Considerando que se trata de algo que prima pela razão, não dá para fazer uma solidariedade eivada de irracionalidade.
            A solidariedade que os não-maçons pensam acontecer entre Confrades é apenas uma projeção de necessidades pessoais de desamparo. Em geral nós seres humanos temos e procuramos ter segurança. Resolvemos isso desde muito tempo com as associações e nos dias de hoje com os seguros e previdências. Mas não podemos confundir essa projeção com o que é praticado na Ordem. Essa super proteção não existe e a solidariedade maçônica só acontece sob certas circunstâncias e nunca pode ser “trafico de influência” e privilégios. O Confrade tem que ser alguém igual a qualquer outro cidadão perante a Lei e, comumente, deve ser melhor na observação das Leis e na prática da cidadania. Quem procura a Maçonaria para ficar rico ou ter vantagens errou o endereço.
            Quem procura a Maçonaria para ver efeitos de filmes de ficção científica do tipo “Guerra nas Estrelas”, com todos aqueles gurus levantando mesas (Mestre Ioda) ou aqueles “sabres de luz”, também entrou na seção errada.
            Nessa Ordem secular o que se cultiva é a fraternidade estribada na mais cristalina lucidez da razão. Razão capaz mesmo de saber de seus limites; de ser humilde o suficiente em notar o grande mistério da vida. 
Prof. Almeida

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