“Professores vão ao Senado pedir suspensão da reforma ortográfica


Incrível como o português comporta ambiguidades. “Professores vão ao Senado” nos dá uma ideia que toda uma classe do magistério aportou ao legislativo. Porém, no caso, foram dois professores. O português está correta, pois o número dois é plural, portanto, professores vão ao senado” é uma frase escrita corretamente.

Como temos dito em outros post/textos desse blog, saber e poder são siameses. Obviamente não se trata de uma ideia nossa, o tema é posto por Nietzsche e amplamente tratado por Foucault. Nesse caso dos “professores” a coisa nos parece exemplar.

Os dois professores que estiveram no Senado podem ter méritos profissionais diversos e a suas proposições terem lógica. A questão é que os dois estão vinculados a instituições comerciais do setor. Pasquale Neto Pasquale Cipro Neto é colunista da Folha de São Paulo. Ernani Pimentel vinculado ao setor de concursos públicos, uma mercado crescente a cada dia no Brasil.

Mesmo que a tese seja pertinente, o problema é interesses econômicos tomarem iniciativas que são da ordem da cidadania. 

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