A Corda de 81 nós, parte I




Acha-se localizada no friso próxi­mo ao teto do Templo, circundando todas as paredes cujas pontas termi­nam nas colunas da entrada. Antiga­mente aparecia desenhada no chão, riscada em volta da Loja, sendo apa­gada ao final da Cerimônia como me­dida contra os olhos profanos e as perseguições.

A CORDA em Maçonaria, tem várias interpretações:

A corda simboliza o cordão umbilical entre a Câmara de Reflexões (aqui representada pelo útero mater­no) e o candidato a Maçom, e que se rompe quando da libertação do profa­no aos vícios e dos bens materiais, iluminando assim, uma nova vida um novo Embrião, um Neófito. A corda sempre representou importante instru­mento nas edificações, sendo utilizada nas construções de pirâmides e até mesmo na navegação.

Formada por uma reunião de fios frágeis, representa os Maçons de todo o mundo, que unidos tal como os fios que formam a corda constituem um conjunto inquebrantável, com nós equi­distantes, confirmando a máxima de que a União faz a Força”.

“Em cada templo Maçônico há, em redor dele, uma corda formada por 81 nós, que simboliza a união de todos os Maçons do mundo e dos Obreiros de uma Loja, corda esta que pode ser pintada ou esculpida”.

O simbolismo da Corda de 81 Nós remonta da época das assembléi­as político -judiciais dos Germanos. Como eram realizadas a céu aberto fincadas no solo pelos soldados encar­regados de manterem a ordem e liga­das por nós fortemente dados em uma corda, impedindo assim a entrada de pessoas não qualificadas.

A entrada para a reunião/assem­bléia era feita em um espaço sem corda onde estavam fincados os mas­tros das bandeiras do Condado e da Assembléia.

A denominação “Cadeia de União” (feita também em certas ocasiões pe­los Maçons com a união de seus bra­ços) vem do fato dos canteiros de obras antigos serem cercados por es­tacas ligadas umas às outras por cor­rentes de ferro. O lugar destinado à entrada era permanentemente guar­dada por um vigilante.

     
“O nome canteiro, em português pode significar cercado de obra ou de jar­dim, o escultor em pedra mármore, marmorista ou ainda artista de traba­lhos em cantaria.
 Como os canteiros, antigamente, fossem pavilhões cer­cados de madeira que os obreiros erguiam ao lado ou junto das constru­ções, ou cantaria, o nome do local ou oficina se confundiu, na língua portuguesa com o artista que entalhava pedras ou fazia trabalhos de canta­ria”. É aqui que nós Aprendizes começamos a apren­der a significação histórica da corda de nós e da cadeia de união que os Maçons formam para comunicar a palavra semestral.

A corda de nós, porém, assumiu a significação de que os Maçons se entendem universalmente isto é, que formam uma cadeia que envolve os quatro pontos cardeais do mundo.

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