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Mostrando postagens de Maio 2, 2013

Freud. As pulsões e os destinos das pulsões (1915)

A citação é longa, contudo nos coloca de modo claro em que sentido Freud escutava. Como ele articulava seu trabalho de produção. Parece-me que a escuta psicanalítica guarda ainda hoje essa marca de coleta, de escuta do fenômeno "outro"(analisando).  "Frequentemente ouvimos defender que uma ciência deve ser construída sobre conceitos fundamentais claros e nitidamente definidos. Na realidade, nenhuma ciência começa com tais definições, nem mesmo as mais exatas. o verdadeiro começo da atividade científica consiste muito mais na descrição dos fenômenos, que depois são agrupados, ordenados e relacionados entre si. Já na descrição não se pode evitar a aplicação ao material de certas ideias abstratas, que são retiradas de algum lugar, e não certamente apenas da nova experiência. Tais ideias - os posteriores conceitos fundamentais da ciência - são ainda mais indispensáveis na ulterior elaboração do material. Inicialmente elas têm de trazer em si uma certa medida de indeter

Vocabulário da Psicanálise: Laplanche e Pontalis

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"Verbete: Análise Direta Método de psicoterapia analítica das psicoses preconizado por J. N. Rosen. Seu nome é tirado da utilização de "interpretações diretas" fornecidas aos pacientes e que se caracterizam do seguinte modo: a) incidem sobre conteúdos inconscientes que o sujeito exprime verbalmente ou não (mímica, posição, gestos, comportamento); b) não exigem a análise das resistências; c) não recorrem necessariamente à mediação de elos associativos. Este método compreende, além disso, uma série de processos técnicos destinados a estabelecer uma estreita relação afetiva, de "inconsciente a inconsciente", na qual o terapeuta "deve tornar-se para o paciente a figura maternal que não cessa de dar e proteger". (p.25)