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Mostrando postagens de Julho, 2014

Maçonaria Revelada

Não aguento mais passar pelas bancas de São Paulo Capital e ver lá:  "A maçonaria revelada", "todos os segredos", "arrancando o véu", e se alguém tiver mais criatividade, gentileza postar nos comentários. E de uma falta de gosto estupenda. Textos mau feitos, requentados, imagens retiradas da internet. Espero que alguém que se interessa pelo tema consulte antes esse blog. Por aqui é de graça e logo você verá que Filosofia é chato, pedante e não vai lhe resolver nada. A única coisa prática que um filósofo consegue fazer é escrever. Um blog ou um livro. Alguns as duas coisas. Contudo, entre quem é do ramos dos livros já sabem. Esoterismo vende muito. Quando deixamos de lado os famigerados e odiados livros didáticos, quem aparecem logo em seguida em termos de quantidade são os livros esotéricos. Aí entra tudo, de Espiritismo de Kardec á Umbanda, passando por coisas mais exóticas como Trigueirinho e por aí vai. O que revela a religiosidade do brasileir

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A filosofia na maçonaria

Aprende-se muita coisa na maçonaria. Entre elas, ter paciência que está intimamente ligada a saber conviver com as diferenças. O saber estar em grupo ou compor, como alguns preferem dizer, parece ser o maior aprendizado. Parece simples, mas infelizmente não é.  Como em outras aglomerações existem vetores que obrigam as pessoas a se "aturarem", no caso da agremiação de "pedreiros" a coisa vai por outro lado. Uma vez que se trata de um mero club de cultura, sem implicações materiais como diz as "fofocas" virtuais, quem fica acaba por desenvolver um aprendizado calcado na liberdade. Quem se obriga a estar ali, desenvolve a sabedoria mais genuína de conviver em grupo e suas implicações. A riqueza do grupo reside, aliás, nessa liberdade, pois permite que todos sejam sujeitos de suas histórias, que podem ser histórias de fracassos e, raros, sucessos.  O difícil desse conviver com as diferenças é saber o limite. A linha a qual depois dela passamos para o ter

Saber e Poder

Durante muito tempo, talvez movido pelo clichê “estude para ser alguém”, pensava que a hierarquia social e saber eram unas. Bastava ser muito inteligente  para, desse modo, se posicionar em lugares ditos melhores. Portanto, aqueles que tinham e tem muitas posses eram, naturalmente, pessoas sabias.  Porém, depois de muitos anos sentindo um certo mau estar, um “algo" sem definição, que me rondava, penso ter chegado a algumas conclusões, sempre provisórias. Saber e poder parece ser a chave da questão e autores como Nietzsche e Foucault o lugar que podemos procurar nos inteirar do assunto.  O que podemos dizer é que existem vários tipos de saberes. E no caso da hierarquização social se trata de um desses tipo de saberes, que gozam de um conjunto de “coisas boas”. Desse modo saber matemática, ser o gênio, não implica um lugar ao sol.  Essa “verdade oculta”, da aliança de saber com poder, tem se revelado à multidões de jovens que se apinham nas faculdades “feitas para

Informação

A grande questão filosófica para os próximos anos é a obtenção de informação. É comum encontrarmos seja no facebook ou blog`s pessoas dando suas "opiniões", de modo convictas, sobre esse ou aquele assunto. As pessoa tem opiniões convictas sobre fatos distantes, seja a guerra na Ucrânia ou em conflitos do Oriente Médio, todos tem opiniões e posicionamentos que julga certos. Poucos, contudo, se perguntam a procedência das premissas sobre as quais assentam seus argumentos. Ninguém dúvida sobre os elementos que compõe suas convicções. Aliás, parece que os traços de pensamentos naturais de cada pessoa ou elementos que compõe a psique de cada pessoa apenas são amplificados. Pessoas que tem tendências políticas simplistas, base dos governos de excessão, apenas recorrem às fontes de informações para consolidarem esses posicionamentos. Pois bem, esse é o grande problema da atualidade. Temos as condições técnicas para obter informação, mas não temos certeza sobre a veracidade das

Guerra

Se instarmos as pessoas sobre se há alguma guerra no momento, provavelmente teremos como resposta que não. O que verificamos que os modelos sociais mudam. Como a tecnologia, as invenções no âmbito das relações sociais também sempre tem novidades. Nesse caso, ainda que péssimas, o que mudou foi a forma de fazer guerra. Para manter a indústria da guerra, uma das mais lucrativas, é preciso escoar a produção. Então, lugares como a atual Síria ou o aparente fenômeno surpresa do ISIS consomem as armas feitas na civilizada França ou USA. Mesmo o pacato Brasil, "de povo ordeiro", figura entre os 10 que mais vedem armas. A guerra portanto existe com outros termos. A chamada guerra de baixa intensidade é um negócio lucrativo para os países Democráticos. A crueldade desse negócio, ao lado de outros como os de saúde ou dos Fundos Monetários Internacionais, parecem serem assuntos que não devemos nos ocupar. Sua crueldade pode até nos levar a pensar que se ocupar de tais assuntos fa