VIOLÊNCIA SIMBÓLICA NOS EDITAIS DE SELEÇÃO DE PROGRAMAS DE PÓSGRADUAÇÃO: UMA ABORDAGEM LINGUÍSTICO-SOCIOLÓGICA

Texto de autoria de CARLOS SIDNEY AVELAR ARAÚJO, dissertação.

"A temática dessa pesquisa se circunscreve no rastreamento da violência simbólica percebida em
seleções acadêmicas de mestrado de universidades públicas da cidade de Fortaleza, Ceará. Pela visão
performativa do filósofo linguista Austin, Editais fazem o campo linguístico-discursivo que norteia a
“força ilocucionária” e os “efeitos perlocucionais”. A complexa relação simbólica entre candidatos à
academia e acadêmicos revela uma tensão em que está em jogo a concessão a entrada na academia. De
um lado a força do ato de fala que exerce o “poder simbólico” nessa relação, e, de outro, os efeitos
(perlocucionais) que possibilitam enxergar aquilo que Bourdieu convencionou chamar de “violência
simbólica”, coerção que no campo particular das seleções só pode ser exercida pela adesão que o
candidato não pode deixar de conceder ao acadêmico, ou seja, à academia. Entender como a relação
entre candidatos à academia e acadêmicos se concretiza, que dispositivos são acionados para que a
“dominação simbólica” via editais seja exercida é o objetivo desta pesquisa. Para tanto, nos valemos
do método quantitativo interpretativista para analisar os dispositivos dos editais. Chegou-se a
conclusão que os sentidos de submissão e de silenciamento/censura, inscritos de forma durável no
corpo do candidato nos levaram à configuração da “violência simbólica” em seleções. E pelo
vislumbre de uma tentativa de pensar a relação entre candidatos e acadêmicos diferente, quiçá menos
assimétrica tem-se ao longo desta pesquisa possíveis formas (diferente de fórmulas) que possam
desestabilizar (desnaturalizar) práticas de poder no campo acadêmico."(Resumo da Dissertação)

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