O clichê em política e filosofia







Em matéria de ideias filosófica e de política é comum o problema dos  clichês. Explicando melhor, no livro “O menino do dedo verde”, o autor introduz na trama a ideia de que “os adultos” pensam por blocos fechados, e por isso deixam de fazer certas perguntas elementares. 

O clichê é isso, um bloco fechado o qual passamos a lidar com ele sem saber sobre sua composição interna. Em política ou filosofia é muito comum tais atitudes, o que não ajuda muito e ainda cria problemas. Assim, o termo dialética nos anos 80 era utilizado para tudo, até para dizer que uma cerveja estava “dialeticamente gelada”. 

Em matéria de política perdemos muito quando não sabemos ir um pouco além da articulação de tais clichês; é preciso saber decompor tais blocos, e saber como eles se constroem e só assim evitaremos posições radicais nas discussões políticas do dia-a-dia. Ao apreender tais estruturas internas dos clichês evitaremos posições estanques e saberemos avaliar a cena política não por “paixão”, mas por razão. E devemos ser os primeiros a denunciar quando esta ou aquela sigla política estiver migrando dos seus objetivos iniciais; ou saber avaliar se tais movimentos são possíveis ou não. 


O problema é que o agito da vida em época de “iPhone" tem nos privado do tempo necessário para cultivar tais saberes. 

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