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Mostrando postagens de Abril 13, 2015

Indivíduo e Estado

Quanto mais rico e, portanto, mais "real-izado" for o indivíduo, mais o Estado lhe apresenta como aquele que o cerceia. 
Quanto mais pobre, por outro lado, o Estado parece ser aquele que lhe permitir realizar, logo, seu parceiro. 
Aos primeiros que tem a experiência de largo poder sobre o real, será ordinário terem no Estado e nos Políticos não só desconfiança, mas terão o "pé atrás" por se tratar de um concorrente ao seu poder. 
Ainda que os pobres são sobre quem o poder de ambos se estendem, ele tende a ser seduzido por aquele político que promoter por o estado ao serviço da realização daqueles que pouco "real-iza".

Eduardo Galeano: sua poesia fica

As impressões digitais (do "Livro dos Abraços"
Eu nasci e cresci debaixo das estrelas do Cruzeiro do Sul. Aonde quer que eu vá, elas me perseguem. Debaixo do Cruzeiro do Sul, cruz de fulgores, vou vivendo as estações de meu destino. Não tenho nenhum deus. Se tivesse, pediria a ele que não me deixe chegar à morte: ainda não. Falta muito o que andar. Existem luas para as quais ainda não lati e sóis nos quais ainda não me incendiei. Ainda não mergulhei em todos os mares deste mundo, que dizem que são sete, nem em todos os rios do Paraíso, que dizem que são quatro. Em Montevidéu, existe um menino que explica: — Eu não quero morrer nunca, porque quero brincar sempre.
Eduardo Galeano
03/11/1940 - 13/04/2015

#Hegel e não o Lula

Antes que o memorável "líder" do "Vem prá rua" diga que foi o Lula que inventou a tal reflexão "senhorXescravo", como ele disse ter sido Lula a inventar a "luta de classe" (procure a Casa do Saber, lá tem ótimos cursos de cultura filosófica.), vou logo avisando que tal reflexão é antiga e não é do Lula.

Precisamente Hegel ficou conhecido por ter pensado a tal da dialética do "senhor versus escravo". Que, basicamente, quer dizer os seguinte, o senhor ao se acostumar em mandar esquece como se faz; logo fica na mão do escravo que sabe fazer. Ademais, o senhor só é senhor na medida em que o escravo sempre lembra isso. Se o escrava desse no pé; sumisse, o senhor estaria frito.

Aqui vai uma citação que explica melhor o assunto:

a) O senhor obriga o escravo, ao passo que ele próprio goza os prazeres da vida. O senhor não cultiva seu jardim, não faz cozer seus alimentos, não acende seu fogo: ele tem o escravo para isso. O senhor não conhece m…