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Mostrando postagens de Novembro 28, 2015

Outro malefício da analite!

Outro malefício da analite!

No post anterior salientei que formados em filosofia e seus congêneres sofrem de paralisia decorrente do vício de analisar. 
Outra curiosidade decorrente dessa postura é a ideia de  “jogar limpo”, isto é, demonstrar a totalidade das causas das ações. Assim, na procura desenfreada por jogar entendimento sobre os fatos sociais, o filósofo procura esclarecer todos os vetores implicados nas ações cotidianas. 
Ora, a sociedade baseada no capitalismo assenta-se necessariamente sobre a mentira. A ocultação dos reais vetores que articulam os jogos comerciais. Adorno, o pensador da Escola de Frankfurt, já advertia isso. Segundo ele era impossível estudar a sociedade moderna capitalista e burguesa exatamente por esse viés. A naturalização em camuflar processos, esconder motivos, e jamais deixar que outros saibam a cadeia de causa e efeito que realmente move cada negócio. Ora, tal afirmação assenta-se sobre o fato básico de que a produção da mais valia, ou seja, a usurpa…

O doença da decomposição

A analise que uma formação em filosofia ou nos demais cursos de ciências sociais e humanas nos dão pode ter efeito perverso na vida de seus cultores. 
Esse gosto que é decompor realidades complexas, explicar quais são suas causas, desvendar as ideologias, denunciar os meios de comunicação que contam versões dos fatos que não coincide com os mesmos fatos percebidos pela maioria, etc… tudo isso dá uma sensação de poder fantástica. 
Porém, tal postura de investigação do real cria duas situações. A primeira me parece igual ao paradoxo de “Aquiles”, ideia levada a cabo por Zenão, na qual o hábil corredor e herói grego nunca sairia de um ponto A e chegaria ao ponto B, pois ele teria que percorrer o ponto médio entre A e B. E assim o paradoxo nos leva a se perguntar pela metade, até o infinito. O que impediria de Aquiles chegar ao ponto B. 
O excesso de analise que tais conhecimentos nos propiciam pode causar em nós tal paralisia. Não agimos, pois temos sempre que fazer uma analise… 
O segundo e…

Pensamentos facistas

O fascismo é um tipo de pensamento e ação política. Para além do uso corriqueiro, hoje muito em voga nas “discussões”, facista é um tipo de pensar a vida, de pensar as relações sociais, de pensar em como se governa a vida privada e a vida pública. Portanto, não é algo vago ou modo de dizer, mas real. 
Em linhas muito geral, podemos dizer que o fascismo se caracteriza por um simplismo no governo das coisas, das relações entre as pessoas. E por ser simplista, é comum teses sobre assuntos complexos serem dadas sem uma elaboração adequada e de modo parcial; sem considerar efeitos colaterais, preconceitos, “pre-juízos”, etc… 
Sendo assim, estava em um farol de São Paulo. Ao ver um jovem negro fazendo malabarismo, seguido de pedido de dinheiro, tive ali uns relâmpagos de pensamentos facistas. Ao lançar a pergunta interna e só em minha consciência: porque ele não está trabalhando? 
Creio que isso ocorre a muitos empregadores, especialmente empregadores de pessoas em funções técnicas destinadas …