Maçonaria como escola de filosofia


Nos dias de hoje temos cursos diversos pela internet. Todos eles se apresentam como se fossem a mais nova invenção marciana. Contudo, temos dois problemas. O primeiro é a velha e boa máquina de aprender de Pavlov, o que tais cursos automáticos da EAD são meros requente. Depois, a mente humana, apesar dos seus apetrechos, continua a mesma. 

Por isso o velho e bom Platão já tem muito a nos dizer. Na citação abaixo, de Pierre Hadot, podemos ver esse dilema: 




“Os limites do discurso filosófico são provenientes também de sua incapacidade de transmitir, por si só, a seu ouvinte o saber, com mais forte razão a convicção. O discurso por si não pode agir sobre o ouvinte se não há colaboração da parte dele.”

“Já na ordem teorética, não basta entender um discurso, nem mesmo repeti-lo, para saber, isto é, para chegar à  verdade e à realidade. É necessário, primeiramente, para compreender o discurso, que o ouvinte já tenha uma experiência disso que fala o discurso, uma familiaridade com seu objeto. Precisa-se, a seguir, de uma lenta assimilação, capaz de criar, na alma, uma disposição permanente, um habitus.”

“Como para Platão, o verdadeiro saber, aos olhos de Aristóteles, só nasce por uma longa frequentação os conceitos, os métodos, mas também os fatos observados. É necessário experimentar demoradamente as coisas para conhecê-las, para familiarizar-se tanto com as leis gerais da natureza como com as necessidades racionais ou as exigências do intelecto. Sem esse esforço pessoal, o ouvinte não assimilará o discurso e eles serão inúteis.”


Pierra Hadot. O que é é a Filosofia Antiga? trad. Dion David Macedo. São Paulo: Ed. Loyola. 2014 pp. 135-6


E é nesse contexto de exercício que a maçonaria encontra-se. E que os cursos universitários de filosofia passam longe



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