Bienal do Livro SP: venda de papel, não de livros.

Ao anunciar que  "yutubers" estrelarão na Bienal do Livro, que se diz Internacional, fica patente que tal evento de "vendas" está centrada em vender papel e não o tradicional livro.

Argumentos contrários existem, mas reduzir o suporte livro para publicar comentários sobre um cachorrinho(Kefera) ou qualquer outro tipo de piada, como limpar o vaso sanitário, certamente é um tipo de cultura. O problema é exatamente esse tipo de cultura; é ele que não produz a mesma tecnologia que lhe serve de suporte: a rede de computador e os próprios computadores. O cultivo dessa trivialidade que por ser economicamente rentável é que nos levará para a barbarie.

Claro, a razão técnica e instrumental também nos levaram à duas guerras. E tal razão ainda campeia entre nós, agora com a roupagem do "Capital Financeiro". Tudo é justificável se for um "modelo de negócio sustentável". Assim, a corrupção é viável desde que ela não quebre o país; O sistema financeiro é eficiente, mesmo que depois de vários anos (+- 1990-2009) ele venha a se mostrar o quanto perverso era. E a solução foi exatamente pagar os erros privados dos Sistema Financeiro como grana pública, isso nos USA.

Assim, é duro ver a turma da internet "fastfood" invadir redutos de cultura elaborada, orgânica, em nome de um "modelo de negócio" que produza grana igual se faz roupa(um dos produtos que mais agregam condições ruins de trabalho).

Saudosista? Creio que não, muito menos detrator do meio "internet e computador". A questão é de ordem humana, tanto o livro quanto o computador são meios. O problema é exatamente da ordem do conteúdo.


http://emais.estadao.com.br/noticias/gente,jout-jout-kefera-e-outros-youtubers-sao-convidados-da-bienal-do-livro-2016,10000055503

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