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Mostrando postagens de Abril, 2018

Lula Preso

As duas palavras soam como deleite aos olhos/mente/ouvido dos bem nascidos. O gozo com certa frequência se estende aos que não tão bem nascidos, mas assíduos espectadores da Globo, alienam-se das próprias condições concretas em que levam a vida e cria um jogo de ilusão por achar que pode pensar “como se” suas condições fossem também as mesmas de um rentista bem nascido.   Essa ilusão de si, esse pensar “como se” fosse doutra realidade, comumente se aplica o termo alienado, pois é como um outro vivesse nele, daí alienar.   Para um certo número daqueles que conseguem articular meia dúzia de ideias e que tenha consciência das suas condições materiais, “Lula Preso” é um duro golpe na utopia. É um ato litúrgico, com toda a força que o rito tem em tornar presente o mito; em fazer reviver um mito.   O mito em questão é a nossa embutida segregação social. O racismo que torna a pele negra como sinal de que você será privado de dignidade. A pela negra é uma referência, pois o