O ódio de Pondé: um pensador de TV!

Luiz Felipe Pondé é um professor de Filosofia que escreve na Folha de São Paulo. Por isso e por outras produções, como também a sua formação acadêmica, podemos considerá-lo, e isso independe de nós, efetivamente um Filósofo. No último artigo publicado na Folha, segunda-feira 17 de agosto - um dia depois do dia do filósofo, seu tema foi o ódio. Procurou discorrer acerca de como o assunto ganha matizes distintas dependendo da posição política. A saber, quando é na esquerda a coisa é romântica, contudo, quando é na direita é odiosa e nada procura disfarçar o ódio. 

O artigo ficou meu truncado, me parece que o autor de "Guia do Politicamente Incorreto da Filosofia", poderia ter sido mais claro e direto. Sua ideia era dizer que uma esquerda, seu objeto de crítica nos últimos tempos, tende a disfarçar suas ações que geram ódio; enquanto a mesma ação no meio da direita é vista sem tais disfarces e os responsáveis por tal disseminação seria os partidários da esquerda. 

Em seguida, o autor do artigo aponta que no fundo quem implementa a violência são os da esquerda. São eles que fazem do "manifesto comunista" uma bíblia a ser lida em todas as escolas, e não os seus amigos da TFP, Arautos do Evangelho e Opus Dei(ao procurar o nome do filósofo a página não existe mais; nesse link temos uma referência); é claro que o pensador deve, pode  e tem a liberdade para construir suas ideias; meu comentário não é no sentido de censurar tal direito fundamental; muito menos que os referidos grupos dos quais ele é assíduo colaborador sejam obscuros. Minha questão é a sua tentativa de acossar a viabilidade de um pensamento a esquerda, como também o seu expediente. 

Creio que ao falar de marxismo nas escolas Pondé esteja confundido a PUC SP como sendo "as escolas"; pois lá no Grajáu ou Socorro, Região do extremo sul da Capital paulista, não encontro o manifesto comunista e duvido quem consiga ensinar tais ideias por lá, pois o apreço da moçada é o celular,  tênis e o emprego para comprar essas coisas. Lá, não só comunismo não cola, como também os discursos de privação religiosa não cola. Lá, Edir Macedo faz sucesso exatamente com sua Teologia da Prosperidade. 

O movimento do pensador faz parte de uma tentativa estranha em inviabilizar a razão de ser da esquerda. Procura, por exemplo, imputar o fato de que foi o PT a começar com o ódio político no Brasil. " Mas a verdade é que quem abriu as portas do inferno para o ódio político no Brasil foi o próprio PT e sua militância truculenta". Nesse caso também o autor do artigo é simplista. Só faltou replicar aquela observação de um entrevistado do Roda Viva que afirmou que foi Lula a inventar a luta de classe. 

Esse tipo de debate que procura negar o interlocutor é o problema do Brasil. E nessa toada ninguém caminha para um regime democrático de fato. Um professor do nível do Pondé ao se lançar em tais análises não contribui com o necessário outro ponto de vista; aliás, se recusa a ser assim, pois não deseja contribuir com seu oponente, nem mesmo lhe sendo oponente. Seria o caso de você se recusar a responder uma pesquisa de satisfação de um serviço simplesmente para não dar retorno algum à empresa. 

















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