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O mal

O mal não é desejado por ninguém. Contudo, na história da humanidade o que mais vinca a memória são exatamente as maldades. Afinal, por que há o mal?
Exceto “macaco loco” (obra ficcional direcionada à crianças - Craig McCracken), que acorda todos os dias e pensa qual maldade irá fazer naquele dia, os humanos desejam a cada dia fazer o bem e fazê-lo a cada dia melhor.
Contudo, como podemos observar hoje no Brasil, através dos jornais, prosas informais, nas famigeradas “redes sociais”(virtuais), impera o reino do mal. Como protagonista do mal o velho “outro”. (O inferno são os outros. Sartre)
Uma das primeiras problemáticasme parece estar na linguagem. Essa mediadora não consegue efetivamentemediar, podemos em rápidas observações notar que palavras grafadas de modo objetivo tem interpretações variadas. O que é próprio da linguagem, já que a mesma é uma convenção, isto é, toda palavra é um combinado entre duas ou mais pessoas. Combinamos que “vaca” é aquele bicho... e se deixarmos de combin…

Elle

Elle, o filme. 
O filme Elle de autoria de Philippe Djian, dirigido por Paul Verhoeven (também dirigiu RoboCop) e roteiro de David Birke tem a atriz francesa Isabelle Huppert e o ator Laurent Lafitte no centro do drama, classificado como gênero de suspense. 
Não desejo tratar de denotar a trama, especulando possíveis aspectos não revelados nas cenas, o que acaba por interpor ao futuro cinéfilo uma leitura; uma constelação semântica, privando-o de fazer por si tal exegese.  
Desejo apenas tomar o fato singular tratado no filme. A vida privada, os detalhes do singular, o oposto dos filmes épicos estadunidenses. Ao contrário das generalidades e superficialidade dos “lixos" estéticos estadunidenses, salvo excessões, a filmografia francesa, ainda que dirigida por um Neerlandês, foca o singular, a vida privada. 
O filme tem o custo de 9 milhões de dólares, algo irrisório perante os 200 milhões de dólares de um Lanterna Verde. Porém, os filmes franceses como “Prenda-me” (Arrêtez-moi) ou “Am…

RB2 I Campanha contra racismo do Governo Paraná

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O Muro de Trump

Ainda sobre o tema do universal e o particular: A
A propósito do “muro de Trump”.

Tenho me ocupado e mesmo me esforçado para reposicionar o fazer filosófico. Na graduação de filosofia e mesmo no mestrado em filosofia acabamos praticando um tipo de filosofia. Aprendemos e exercitamos basicamente a escrever a dissertar sobre temas filosóficos. O repertório filosófico é amplo, pode tratar de política, religião, estética (mídia, filmes, romances, teatro, etc); todos acabam por articular ideias gerais, tais como o “poder”, “a percepção”, “gosto estético”, “ética” etc.
Desse cenário generalista é que tenho me rebelado, é angustiante se ver enquanto profissional de filosofia no qual o labor dessa profissão seja apenas os comentários gerais sobre tudo; parece que estamos sempre flutuando nas nuvens ou boiando na superfície do mar. O primeiro problema é que essa definição do que é a filosofia advém de uma prática e não de uma reflexão sobre a mesma; que denominei fruto dos “professores-bem-pago…

Para que serve as analises genéricas da Filosofia?

Apresentação
O breve ensaiofaz parte de uma série que tenho feito no sentido de buscar um outro modelo de ensino e de definição do que é seja a filosofia. Meu esforço consiste em demonstrar que as definiçõese práticas filosóficas que abundam no mercado literárioexpressam apenas uma faceta do que pode ser a filosofia e sua prática.


1. Do universal ao particular singular.

O particular parece não ser objeto dos analistas filósofos e de todo um jeito de fazer do pensamento de esquerda entre nós brasileiros, para aqui restringir o raio geográfico em terreno já particular no orbe terrestre.
Do que serve análises da política geral se o mesmo produto analítico em nada tocar o presente singular deste ou daquele indivíduo? Especialmente do aluno para quem damos aulas? Aliás, o contingente de professores de filosofia anônimos por esse Brasil não se serve ele mesmo da caixa de ferramentas que é a filosofia exatamente por acabar por reproduzir esse modelo ou jeito de filosofar, a saber, o jeito dos…