Introdução à Filosofia Maçônica




Falar de Maçonaria no dias de hoje pode não ser uma tarefa fácil. A profusão de dizeres, frases, que se encontram veiculadas nos mais diversos meios de comunicação, sobretudo a Internet, só auxilia ainda mais a confusão.

O ponto de partida para nossa conversa nesse curso de Introdução à Filosofia Maçônica tem como referência, então, o que chamamos cultura de massa ou cultura feita para as massas. Será daí quer teremos de partir para se compreender melhor o que é essa Associação que tanto desperta o interesse das pessoas ao longo de vários anos e, sem dúvida, a mais de três séculos. Sem compreendermos o que é a cultura de massa, podemos correr o risco de continuarmos a não entender nada de Maçonaria. Esse vírus, esse modo de vida, aliás, pode até mesmo afetar membros já iniciados na Ordem.  




Sobre cultura de massa podemos começar a caracterizá-la por ser um tipo de cultura recente. Ela é estribada no consumo. Toma o centro do tecido social a idéia de que é o consumo de bens e mercadorias que deve ser o centro do cometa. A qualquer outra dimensão da pessoa humana aí envolvida resta as partes externas do cometa e, infelizmente, as coisas que são próprias do humano costuma ocupar a cauda do cometa, ou seja, vão a reboque do centro que é o consumo.

Parece simples, mas vamos nos deter ainda um pouco, para de fato poder compreender o que é esse fenômeno no qual vivemos. Ao reduzir todo a vida social à idéia e as praticas do consumo, algo no âmbito do humano também muda. O modo como se vê a vida, como nos relacionamos uns com os outros e por aí vai. Certamente já conhecemos a dura realidade, por exemplo, que aflige os jovens: para ser eu tenho que ter ou apenas ser.

Parece apenas um trocadilho de palavras, bonita, mas que não diz nada. Explicando de outro modo, então, na sociedade do consumo o importante é TER. Ter um carro, roupas, poder e dinheiro. No raciocínio da sociedade de consumo, então, é importante ter um carro para arrumar uma namorada; ter um bom emprego para comprar roupas, aparelho de som; Nessa sociedade nem mesmo se faz a pergunta e onde fica o SER? Essa pergunta, aliás, parece ser estranha, pois O TER é confundido com SER e, portanto, as pessoas lhe olham já de lado quando se dúvida dessa verdade.

Em uma cultura que em que é estranho fazer a pergunta pelo SER, pois o TER é o que vale; Uma outra coisa na subjetividade também se modifica. É o propósito que se tem para com a vida. Esse propósito nós podemos chamá-lo de VONTADE. As pessoas passam a desejar, ter vontade em ter coisas como se fosse isso o mais importante. Esse desejo é tão insuflado pelas mídias que ele fica super-desenvolvido. Fica maior que o próprio corpo da pessoa. Fica viciado em querer as coisas que são ofertadas pelas promoções, pelos cartões de crédito, a ponto de quando já tem algo, ignora esse algo, e já se fica de olho em outras coisas.

Esse indivíduo passa uma vida toda procurando ter, mas não sabe usufruir o que tem. Ele compra um belo carro, um que tenha o maior número de cavalos, só para dar “cavalinho de pau” na avenida onde os jovens se reúnem. Ele nunca se pergunta se o carro com tanta potência de fato será útil para ele SER.

Nesse novo modo de ver a vida surge um novo indivíduo. Ele tem desejos que satisfaça apenas aos olhos, que seja agradável, que deixe os olhos fascinados. Uma outra coisa que chama a atenção dele é o que agrada a garganta ou ao paladar: comemos até ficarmos gordos. Comemos a todo o momento, comemos por ansiedade, comemos quando vamos a praia, comemos quando vamos ao shopping. Por último, outra esfera que muito chama a atenção na cultura de massa, é o apelo ao sexo. Uma dimensão básica da pessoa humana e que é usada como um recurso infalível para quem pretende vender produtos a serem consumidos. Em quase tudo, na sociedade do consumo, o sexo, a mulher bonita, é utilizado para vender e consumir.  Esses pontos, o olho, o paladar e o sexo, são fundamentais para a cultura que se organiza a partir do consumo e será esse jeito de SER que afetará e empobrecerá o ser humano na cultura de massa ou de consumo.

Esse indivíduo, portanto, terá como propósito de vida algo que em muito expressa esse consumismo externo. No seu interior, irá lhe agradar as coisas rápidas e que não delonguem muito tempo. Coisas que não agradam aos olhos, a garganta ou ao sexo, não serão tidas em alta. Esse mesmo indivíduo, também, não consegue ficar muito tempo fixado em algo, pois acostumado com as ofertas da televisão, dos outdor, ele fica tão excitado com as milhares de possibilidades que acaba não se dedicando a nada. A Internet é um exemplo disso, quem não conhece o poder da Internet em nos levar para qualquer lugar, e quando assustamos já ficamos duas, três horas, apenas vendo coisas que inicialmente não era nosso propósito?

É nesse contexto do indivíduo consumista que atualmente se prolifera os comentários sobre a Maçonaria. Isso não quer dizer que em outras épocas não existissem problemas. Lá pelo ano de 1780, só para pegar uma data, as superstições, os medos dos fenômenos naturais, os governos de extrema desigualdade social, constituíam um grande problema a ser enfrentado pela Ordem Maçônica. Nos nossos dias, apesar das promessas de democratização do conhecimento, da universalização do acesso a educação, enfrentamos problemas de falta de conhecimento. Acrescenta-se a isso os traços do indivíduo consumista que descrevemos acima. Constituindo assim, além da falta de conhecimento, o individuo consumista um problema a ser tratado e superado pela Ordem Maçônica.

Como dito, por um lado temos um indivíduo que deseja muito, pois assim as mídias o obrigado todos os dias, todas as horas, e entre as suas esferas de desejos encontra-se, também, questões ligadas ao sobrenatural. Poderes capazes de passar por cima das regras sócias para, então, lhe ofertar os seus maiores desejos. Como muitas das vezes as vias normais são demoradas, e até impossíveis, apela-se para qualquer coisa. Aí temos duas instituições que são procuradas, uma é a Igreja e outra a Maçonaria. Nessas duas instituições teremos quem tira proveito disso, mas nas duas será sempre problemático um indivíduo que procura respostas imediatas e materiais.

Nesse confronto do interesse imediato, do indivíduo que ainda não conseguiu tomar consciência das artimanhas da cultura ou sociedade de massa, com a Maçonaria o que mais pega é a necessidade de imediatismo com os propósitos da Ordem, que são, por outro lado, em longo prazo. Nesse sentido, a filosofia maçônica e todo seu processo de formação começam por dissuadir esses engodos da sociedade de consumo e, depois, por fornecer os caminhos para uma vida que passa a ser vivida como um PROPÓSITO. Aqui o propósito, ou a VONTADE será tratado e estimulado a se portar de outro modo.  Com a pratica maçônica desenvolve-se nas pessoas uma VONTADE que rompe o apenas o imediato e estende-se a um projeto de vida maior. A ritualística ou a liturgia dos encontros maçônicos procura, portanto, tratar disso.

Parece simples, e muita das vezes as pessoas que adentram na Ordem não conseguem captar esse segredo. Sem VONTADE nada caminha. Ainda sobre a vontade, como é difícil no dia de hoje se concentrar em alguma coisa. A sensação, por exemplo, é de que tentamos nos concentrar, mas uma força nos puxa para fora e nos dilui em meio a um turbilhão de coisas. A palavra concentração já nos diz muito. Ela se refere a algo, um composto, que se aglutina, condensa. A palavra oposta pode ser dispersão, que também nós diz muito: algo que se torna rarefeito, que se distancia de seus iguais (anteriormente próximos). Vivemos, então, em uma época que a imagem detona nosso ser. Não conseguimos ficar com nós mesmos, somos invadidos por milhares de representações que vem de todos os cantos e não conseguimos processar nossas idéias, fruto de nossa lavra, sem intervenção alheia.

Enfim, é nessa encruzilhada que nos encontramos para falar de Maçonaria. De um lado temos a cultura de massa, como a descrevemos em linhas gerais acima, do outro temos a Maçonaria, que ainda vamos falar, mas que tem na idéia de VONTADE ou propósito seu principal instrumento contra a cultura de massa ou de consumo. Será no tratamento dessa vontade, desse propósito para a vida que se articulará toda a estrutura Maçônica. Parece simples, mas a coisa tem vários desdobramentos que não se esgotam no pequeno texto que se apresenta. Ele constitui apenas uma parte e um esforço para divulgar o legado maçônico para pessoas que tem interesse apenas em conhecer os princípios filosóficos da Ordem, sem necessáriamente participar dela. Por várias vezes nos exitamos em fazer um curso de Filosofia Maçônica para não-maçom, mas observamos que com isso, os oportunistas e detratores atuam livremente. Contribuindo para aumentar as supertições das massas.


Simbologia da Maçonaria: Semiótica e Filosofia

Apresentado o contexto no qual vai se desenvolver nossas reflexões, passemos, agora, a elementos de ordem simbólica. Existem, basicamente, na arte de ensinar, dois modos: um é quando se faz o uso da voz e de vários artefatos visuais e sonoros para se transmitir um dado conteúdo. Outro modo é a utilização de elementos outros para que alguém compreenda algo. Esse outro elemento não é exclusividade da Maçonaria, o teatro, por exemplo, faz muito uso dele. Trata-se do próprio corpo com forma de se transmitir conhecimento. Sobre esse método, ele também é usado em uma metodologia educacional chamada “Escola Waldorf” e ele se caracteriza, portanto, por utilizar outros aspectos inerentes a pessoa humana para construir e transmitir conhecimento.

Acerca desse método de aprendizado, costumamos dizer que nós humanos aprendemos por várias outras vias e não somente pela via racional. Quando a mãe na infância coloca a criança no colo e canta uma cantiga de “nina” ele está transmitindo uma série de conhecimentos que irão aflorar no adulto. Quando a criança participa de teatro na escolinha, mesmo que o adulto ache que saiu tudo errado, ela está em meio a uma fabulosa aprendizagem de si.

Assim na Maçonaria fazemos usos de atividades que se aproximem ao teatro ou a liturgia de uma Igreja Católica Romana. Essa liturgia é uma fonte rica de ensinamento. Ela é composta por símbolos e gestos que irão, vagarosamente fortificar e endireitar a VONTADE do indivíduo. Mas o que é ou que são os símbolos. Vamos falar um pouco sobre isso.
   
 Semiótica é, sinteticamente, a ciência que estuda os
signos (não me refiro a signos do zodíaco nesse caso específico). A significação, a representação, a interpretação das coisas abstratas e concretas através do uso de figuras representativas. A própria  linguagem, as letras, as palavras são signos utilizados para representar. Imagine se eu quisesse lhe falar sobre o monte Fuji, localizado no Japão. Se eu não pudesse falar, gesticular, mostrar fotografia do monte ou usar qualquer outra forma de comunicação para isso, certamente nunca eu conseguiria fazer com que você entendesse do que se tratava, a não ser que eu levasse você ao local ou trouxesse o local até você, o que é impossível. Todavia eu falo, escrevo, tenho fotos, e esses modos de comunicar são representações, são signos. Então eu não preciso fazer com que a montanha venha até onde estou para mostrá-la a você: basta usar suas representações, a saber, o nome (Monte Fuji) ou a fotografia do monte. Para Peirce, um dos pais da Semiótica, há três tipos de signos: *Ícone *Índice *Símbolo O ícone é a coisa, o objeto, ser etc., representados por uma cópia similar ou não similar a eles. Por exemplo: a fotografia (cópia similar) do Monte Fuji. Ou uma réplica em miniatura do monte. Ou ainda um desenho, pintura... O índice, como a palavra explica, é o ÍNDICE da coisa, objeto, ser etc. É o que os representa de forma mais "íntima" ou aproximada. Por exemplo: uma mecha de cabelo cortada é o índice de uma pessoa. O cheiro de churrasco é índice de que estão a assar carne. A fumaça é índice de fogo. O símbolo é todo o signo que fora convencionado. Ouvimos muito a expressão "símbolo sexual". O indivíduo denominado como símbolo sexual foi assim convencionado por vontade de muitos ou poucos. Trocando em miúdos, esse tipo de status foi imposto. Placas de trânsito são signos impostos, porém não deixam de ser ícones e índices. As placas designando os banheiros masculino e feminino são símbolos, inventados  para a necessidade de INDICAR os banheiros aos seus usuários conforme seu gênero. Porque essas placas são ícone, índice e símbolo? Bom, são ícones por que representam os sexos feminino ou masculino através do desenho. São índices por que indicam que aqueles locais são banheiros, e nossa sociedade ocidental as reconhece assim. São símbolos por que houve uma convenção para que aquelas placas representassem os sexos masculino e feminino.

O ícone, que mantém uma relação de proximidade sensorial ou emotiva entre o signo, representação do objeto, e o objeto dinâmico em si; o singo icónico refere o objecto que denota na medida em que partilha com ele possui caracteres, caracteres esse que existem no objecto denotado independentemente da existência do signo. - exemplo: pintura, fotografia, o desenho de um boneco. É importante falar que um ícone não só pode exercer esta função como é o caso do desenho de um boneco de homem e mulher que ficam anexados à porta do banheiro indicando se é masculino ou feminino, a priori é ícone, mas também é símbolo, pois ao olhar para ele reconhecemos que ali há um banheiro e que é do gênero que o boneco representa, isto porque foi convencionado que assim seria, então ele é ícone e símbolo;

O índice, ou parte representada de um todo anteriormente adquirido pela experiência subjetiva ou pela herança cultural - exemplo: onde há fumaça, logo há fogo. Quer isso dizer que através de um indício (causa) tiramos conclusões.
O símbolo, "é um signo que se refere ao objecto que denota em virtude de uma lei, normalmente uma associação de ideias gerais que opera no sentido de fazer com que o símbolo seja interpretado como se referindo aquele objecto". Exemplo disso é a aliança de casamento, que rapidamente associo ao que denota, a instituição casamento.
Acerca da semiótica os conceitos básicos são os que apresentamos acima e pode-se dizer, também, que todo símbolo ou signo ao ser apresentado para alguém disperta algo no interior da pessoas. Se observarmos uma imagem na televisão de uma comida, ou sentirmos o odor de algo que habitualmente nos servimos, provavelmente nosso corpo terá uma cadeia de efeitos não mais meramente representativos, mas reais e fisícos.
Nesse contexto semiótico todos os simbolos utilizados na Maçonaria tem um propósito. Tem uma finalidade formativa e estão trabalhando para fotificar a VONTADE da pessoa. Qualquer outra fantasia é mera fantasia, ou seja, pessoas que não entedem nada de nada, mas se dispõe a falar de Maçonaria, diz que se trata de algo demoníaco, satânico. Dizemos com toda certeza, a única coisa demoníaca é a falta de conhecimento desses pretensos cristãos, que não contribuem em nada; nem mesmo para a fé que diz proferir.
Mas alguém poderá objtar: bem esses símbolos podem ser utilizados para divulgar coisas ruins. Sim. Infelizmente isso procede. A Maçonaria por ser vasta no orbe terrestre pode ser utilizada para finalidade criminosas. Temos um exemplo de Lojas na Itália que foram transformadas em pilar da máfia ciciliana. Em grandes centros urbanos como Nova York, São Paulo, podemos encontrar alguns indivíduos desequilibrados que de modo inconsequente fica fazendo experiências estranhas, dizendo-se representande de “ordens” satanitas... Acerca dessas possibilidades temos a dizer três cosias: primeiro que não conhecemos pessoalmente tais elementos e por não fazer parte disso conhecemos só por alto; segundo que em  muitos casos um bom médico psiquiatra ajudaria bem esse indivíduos e, terceiro, por último, a polícia cuda daqueles charlatões que se dizem maçons e vedem facilidades, econômica, jurídica, religiosa, amorosa, entre outras.
Voltando ao nosso propósito, pelo tamanho da Maçonaria no Brasil, cerca de 150mil membros, esses tipos excêntricos se concentram nas grandes cidades e mesmo aí são expurgados desse grupo. E o que fica é de fato todo uma simbologia que se propõe formar homens, e consequentemente suas famílias, honestos, preocupados em levar uma vida que vá além da mera mercadoria, mas que tenha valores não materiais em jogo.
Ainda sobre os símbolos e ícones, nós utilizamos muitos símbolos para facilitar a formação das pessoas. Esses esquemas visuais são convensões, portanto símbolos, que auxiliam, por exemplo, na formação moral do indivíduo. O poder dessa técnica reside em ser simples, não permitir confusões, portanto, as pessoas mais simples até as mais ilustradas irão falar e pensar sobre o mesmo tema. Seja ela de São Paulo, Capital, o de Cruzeiro do Sul no Acre, temos a mesma base visual que nos orienta na formação. Ao reunir em um método de formação a simplicidade, a pertinência dos temas, coerência no que se diz e prática, e o conteúdo filosófico os efeitos externos irão fazer a diferença. O mesmo pode-se notar em outras Instituições como as Igrejas. Que tem um rito, tem lastro social, e uma base filosófica comum que é a Bíblia.
No caso da Maçonaria ela não é Religião. Ela não procura se religar com algo superior. Seus sistemas filosóficos são modos e propósitos de vida. Seus membros e até mesmo a Maçonaria tem consciência da existência de um Deus. Aliás, todos nos maçons somos cristãos. Uma grande maioria são Católicos Romanos, outra grande número é de evangélicos. Temos, ainda, pessoas que são praticantes de religiões afro-brasileiras. Por que isso? É simples, se notarmos em nossas filosofias veremos que elas se ajustam perfeitamente com o princípios do cristianismo. Apenas fazemos assim: no que toca ao mundo, temos várias formas de agir, depois de longos anos de tradição pensamos que esses e aqueles princípios são os mais apropriados para agir e, então, praticamos isso para sermos, no final das contas, bons cristãos.
O que muita das vezes fica estranho e submerso e nuvens turvas é que alguém esclarecido(veja no CD sobre Iluminismo) não se deixa enganar por qualquer meia dúzia de palavras. Muito pastor, padre e pae-de-santo são mau formado. Logo, quem tem certo medo da Maçonaria é que no fundo esconde algo, a sua ignorância. Mas um bom maçom vai a missa, ao culto e, por que não, na gira de umbanda ou candoblé.  O que não fazemos, quando estamos nos reunidos em Maçonaria é trazer a religião para nossas práticas. Como isso é possível? Provavelmente esse é um tipo de resposta que só sendo maçom é que fica evidente. Mas o respeito é o caminho. Para ter respeito  é preciso conhecer e, por exemplo, saber que as religiõs afro-brasileiras tem seu direito de ser e aí tem gente séria. Como tem os picaretas, que prometem tudo, promete fazer a amada aparecer em dois dias, e por aí vaí. Mas não maçom picareta! Qual é a saída? O conhecimento, essa é uma coisa que é dita todos os dias em Loja. Para onde se olha em Maçoria algo vai lhe lembrar de ter retidão moral e ser alguém que procura conhcer as coisas.
Sobre os símbolos que utilizamos para fazer o esclarecimento das pessoas o mais conhecido é o compasso e o esquado. Mas utilizamos outros, como o prumo, o nível, a colher de pedreiro, entre outros. Mais adiante, na história da Maçonaria iremos compreender porque usamos esses símbolos da construção civil como mote de formação. Todos esses instrumentos, que sempre são espostos são utilizados como metáfora na formação moral das pessoas. Por exemplo, o esquado lembra a retidão moral que deve ter o maçom, o prumo que ele deve ser justo.
Essas metaforas constieum a formação no campo da ação, portanto da moral. Nota-se que um tema puxa outro. Ao compreendernos o que é o símbolo e sua ação sobre a pessoa humana, compreenderemos, então, o porque utilizamos símbolos. Esse símbolos são carregados de um conteúdo, convencionado, que é a parte filosofica da Maçonaria.
Sobre a filosofia precisaremos de tópico a parte, que será o seguinte. Mas a filosofia que Maçonaria põe em prática é a filosofia Acadêmica. Alguém pode, nessa altura, se perguntar, então não há segredo? Fiz um curso de filosofia maçonica para saber que o que eu procurava estava ascessível em qualquer livraria ou biblioteca? Sim e não. Nossos sistemas filosóficos absorvem coisas de um Confúcio, dos filosófos pré-socráticos(século V a.C, Grécia Antiga), de Sócrates, de Platão, de Aristóteles, entre vários outros. Mas existe algo que cursando um curso de filosofia normal não se acessará. Acerca desse mistério, e não segredo apenas, falaremos ainda mais adiante, mas o fato de conter sistemas filosóficos profanos na maçonaria não a esgota, pois soma-se um conjunto de práticas formativas da pessoa que aí encontra-se que é gerado um “plus” existente só aí e não em outro lugar.
Filosofia? A final o que é isso?
Segue nesse CD do curso de Introdução à Filosofia Maçônica um material sobre filosofia. Procurei nele fazer toda uma ilustração para auxiliar as pessoas não habitudada com a Filosofia a se interessarem por isso. Mas filosofia é algo que vai além do óbvio. O modo de ver da filosofia questiona profundamente a sociedade de consumo e por isso não é algo em conta.
Filosfia não é mais um produto. Ela é um jeito de pensar, não se encontra em uma lata, ou em comprimido. É uma coisa que não dá para guardar, estocar, tem que ser feita sempre na hora.
Alguém já pode pensar: coisa chata isso. Certamente, pois ela é radicalmente diferente dos programas de televisão que procuram efeitos imeditos. Estamos, portanto, tanto acostumados a ver tv que filosofar parece ser algo louco, mas não é. Aliás, quando se filosofa é bem dificil voltar a vala comum.
Filosofia é, portanto, um jeito de pensar diferente. É pensar sobre o pensar. Provavelmente pode-se dizer: “uai, eu já penso!” Sim, todos nós pensamos no dia-a-dia, mas pensar sobre o prórpio pensar não se trata apenas de uma trocadilho de palavras, é algo profundo. É como se o seu proprio olho conseguisse ver o seu olho vendo. Ufá.
Inicialmente dá um nó na cabeça. E logo já queremos desistir. Lembra sobre a VONTADE, pois é, nessa hora é que vemos que nossa vontade está quase apagada. Observamos o quanto a cultura da televisão não nos forma para sermos pensadores. Queremos é ver imagens, um filme. Mas não desistamos, aliás, se já estamos fazendo um curso de Filosofia Maçônica é sinal que algo já existe de diferente. Algo de filosófico já se encontra na pessoa que procura isso, fato que julgamos ser importante.
Mas sobre a Filosofia ela se caracteriza por pensar, pensar. Pensamos, por exemplo quando o pensamento deixa de ser pensamento para ser ato; e não mais pensamento. Aliás, está mais uma outra característica exclusiva da maçonaria: seus métodos não são apenas idéias, pensamento, constitui-se, também, em ato. Essa, sem dúvida, é uma das dimensões da Ordem Maçônica que mais encanta esse humilde escriba.
O filósofo, tanto o profano quanto o inciado, é aquele que sabe o quanto é pequeno seu conhecimento perante a vastidão do universo e de Deus. Nossos sistemas de pensamento é muita coisa, quando olhado da perspectiva do humano, mas é ínfimo quando obervado da perspectiva do universo.
A filosofia tem ainda uma outra característica. Ela não se contenta em discutir os  assuntos, mas procura praticá-los. Essa postura nos remete a seguinte reflexão o que é moral e ética?
Ética e Moral: a diferença da filosofia maçônica.
Para explicar de modo rápido vamos ao exemplo primeiro. É comum no Brasil falar de fotebol. Então tomemos ele. Existem aqueles que jogam futebol e aqueles que comentam sobre. Pois é, os que jogam etão praticando, nesse momento, não fala muito, joga-se. Depois do jogo é que vem os comentários de como foi o jogo. Aí se fala dos lances, dos erros, por aí vai. Na tv isso toma os horários nobres. 
Pois bem, podemos notar que há diferença entre jogar e falar de futebol. No caso da Ética e da Moral a coisa funciona do mesmo jeito. Qundo se faz uma boa ação, ajuda uma senhora indosa a atravessar a rua, nesse momento estamos sendo morais. Não estamos alí refletindo sobre ajudar ou não a senhora, mas na ação. Por outro lado, quando deixamos de fazer a ação e nos colocamos a pensar sobre ela estamos fazendo ética. A ética, portannto, é o comentário, é quando paramos para refletir sobre a ação de ajudar a senhora. Claro que a ética não fala de qualquer ação, mas fala sobre aquelas ações que nos diferencia dos demais animais. Ser solidário, por exemplo, ser fraternos, dizer que todos os seres humanos são iguais, que tem liberdade, todos esses assuntos são tratados pela Ética.
Em um curso normal de Filosofia Acadêmica, discute-se apenas a Ética, mas não está em questão se o professor prática aquilo ou não. Aliás, na relação de um curso superior ninguém se mete na vida do outro. É claro que existem aguns procedimentos básicos, os quais se você não seguir a polícia lhe prende. Mas as grandes questões humanas ficam apenas nas discussão. O que não ocorre com a Maçonaria. Se defendemos a liberdade de expressão iremos a campo para tal. Se defendemos que as pessoas devem ser iguais, vamos fomentar questões de Direitos Humanos.
Essas práticas morais não se restrigem toda a ação da maçonaria. Temos ainda a ação política, que deve ser segundo certos princípios morais e éticos, e o conteúdo místico.
Mística Maçonica: o que é místico?
Se estamos em uma época da imagem, quando falamos em místico pode ser que a primeira figura a nossa mente seja de um velho barbudo, vivendo em alguma montanha. Vestido de uma túnica. Mas ser místico é ser alguém que vê a vida de uma outra forma. Também como o filosofo ver a vida diferente o místico procura sentir aquelo que não se apresenta a nossos sentidos.
Também consiste em algo estranho, mas só porque não estamos acostumados a lidar com isso. Para apontar um caminho pensemos o seguinte: se você pega uma semente de abacate e a coloca na terra daí alguns dias ela brota. Simples. Será mesmo simples? Antes da semente brotar você poderá olhar para ela e não verá aquela árvore que depois de posta na terra irá brotar dela. Então onde está aquela árvore? Pois bem, teremos que cocluir que há um mistério? Há uma força presente na semente que a faz virar um dia árvore. Para nós nos dias de hoje existem palavras que logo pretedem explicar isso. Seja da biologia ou da própria filosofia de Aristóteles. Mas a questão é que há um grande mistério nisso.
Sobre esse grande mistério, que será objeto do místico, outra fato que nos deixa surpresos é o céu que fica sobre nossas cabeças. Na cidade grande já notou que poucas vezes olhamos para aí. Quantas vezes por mês notamos a lua? Já parou para pensar que o universo é um grande mistério e que estamos no meio ou imerso nele sem notar tal feito assustador?
Pois é, o místico é esse indivíduo que nota tudo isso é fica encantado. Ele também nota as forças que tem origem nesse universo e insidem sobre nós. Ele vai bem mais longe do que os cientistas, que apesar de belas descobertas, ainda tem muito por descobrir.
Nesse sentido, a mística maçônica também se insere nesse contexto. O risco dessa dimensão é a supertição, ou seja, agora tudo é tratado como sendo algo poderso. Não é o nosso caso. Temos, por exemplo, consciências dos signos do zodíaco não como ele se apresenta nos jornais. Mas como signo de algo. Eles representa a posição do sol e de outros astros sobre a terra, é algo simples, mas que geral temos total desconhecimento disso. Não se trata de mágio perigoso; é só olharmos as águas do mar em dia de lua cheia e veremos um grande mistério se revelando para nós.
Acerca da mística, trata-se de assunto que é o mais complicado de se falar. Simplesmente por existir coisas que não se diz. Não porque não queiramos dizê-las, mas simples por essas coias serem “indizivéis”. E aí que surge um outro tema sobre a Maçonaria. O segredo maçônico.
Segredo e Mistério
Nos temos segredos e mistérios. Ainda que os segredos tenham hoje em dia mais uma conotação de discreto e não mais secreto. Para melhor apresentar o argumento tomemos o seguinte: em um relação de casamento existem seus segredos. Por mais que sejamos casados e saibamo o que se faz dentro do lar e que isso seja parecido univesalmente, não saímos por aí dizendo o que fizemos dentro de nossa casa. Se fizermos isso estaremos acabando com nossa intimidade e com a relação. Aliás, se assim procedermo vamos dilapidando o lado humano e bonito que há na relação. Até ao ponto de se tornar algo degrandante para o casal e a família.
Vejamos, o fato de não contarmo o que dentro de casa não implica que sejamos seres maus, ardilosos. Esse silêncio, pode, infelismente, ser perigoso quando o indivíduo não “tem nada na cabeça” e procura acobertar com isso sua violência com a família. Mas esse mesmo “silêncio” é algo sagrado e reconhecido pelo Estado como sendo fundamental para que a família seja saudável.
Nesse aspecto é que é o silêncio ou segredo maçônico. Ele apenas nos interessa e não deve ser dito por aí. Essa discrição é porque nem todo mundo está afim de estudar filosofia, moral. Falar dessas coisas por aí é perder seu tempo ou permitir que pessoas ignorantes, que não entendem nada sobre nada, criem chacotas, dê risadas. Aliás, são esses que ardem de curiosidade, mas não passam daí. 
Para nos precaver desses curiosos criamos um vasto sistema de códigos. Que se o indivíduo pesquisar irá encontrar em livros. Não será um trabalho fácil, mas acabará encontrando algumas coisas. Ademais, com internet há promessas de que todo o segredo será revelado. Grande mentira, pois temos, também, segredos que são mutantes. Estão constamente mudando, ao ponto de irmãos desatentos se perderem pelo meio do caminho. Isso é para lembrá-lo de que não se é Maçom; e pronto. Depois pode ir para a praia que continuará a ser Maçom, mas ser maçom é um prática que ao não praticá-la deixar de ser Maçom.
Essa é a parte do segredo. Que se justica enquanto forma de nos matermos integrados com todos os Irmãos da terra. Pessoas que tem algo muito em comum, diríamos íntimo.
A outra palavra é mistério. O mistério é o que nós une. É pelo mistéiro que usamos os segredos. Exatamente para preservar e cultivar esse mistério. Acerca desse mistério pouco pode ser dito, pois mesmo que se quisesse não seria possível. Mas podemos dizer que ele é Deus.
Alguns livros procuram dar um contorno sobre o mistério de uma sociedade iniciática. Mas o que eles fazem é apenas um contorno e nada mais. O melhor caminho é começar a caminhar, também, para poder perceber esse grande mistério. 

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