#Mestrados e Doutorados: Guildas do saber!

No que se refere a dissertação de mestrado ou tese de doutorado o Brasil, como também no mundo contemporâneo em geral, tem apresentado um quadro no qual a inovação diminui consideravelmente. 

Faço questão de salientar que o problema não é apenas brasileiro. A chamada “escolarização” da pós-graduação (mestrado e doutorado) cria uma séries de problemas na tentativa de resolver outros. 

Ao vincular às pesquisas aos pesquisadores, pois isso implica em remuneração e, consequentemente em controle do gasto público, o que temos são tradições que se plantam e não se deslocam jamais. Não é culpa do professor que orienta nos mestrados e doutorados, o processo é mais amplo; é lógico que um professor estacionado em uma cátedra ensine e oriente aquilo que lhe é objeto de trabalho; e que é muito importante sua experiência de 30, 40 anos de pesquisa. 

O problema aparece quando condicionamos por 30, 40 anos as pesquisas de novos pesquisadores; Cria-se uma espécie de restrição genética. Desse modo, quando o pesquisar vem a falecer ou aposentar, o próximo a assumir a cadeira dele será, em geral, o seu discípulo mais antigo. Criando uma espécie de “apostolado" acadêmico  e cortando a pluralidade de ideias. No mundo vegetal e animal quando se opera seleção genética e opta-se por apenas um tipo, cria-se o perigo de extinção. Ora, se aquela escolhida der um problema, não há um outro fruto ou animal a recorrer. 

O modelo de aulas na pós graduação e, consequente condicionamento da pesquisa à verdadeira “guildas” do saber, segundo tenho informação, é um modelo estadunidense que se espalho para a Europa no pós-guerra. O problema não é os EUA, ainda que "o sonho americano" produz e exporta contradições sociais e econômicas. 

Vejamos, tal efeito ao meu ver foi consequência e não uma grande arquitetura para controlar o saber; os aspectos financeiros é que acabaram implicando no atual modelo. Uma vez que se investe massivamente na pesquisa; o dinheiro público precisa de controle e produtividade. 

São poucos os programas de pós-graduação que mantiveram os modelos anteriores. Entre eles sei de alguns na Itália e um Doutoramento em Filosofia na Universidade de Coimbra. Que mantiveram os modelos anteriores ao modelo “Bolonha" que vigora na Europa. 


Antes que se confunda em quantidade de aulas na pós com qualidade, vale lembrar que Coimbra consiste em importante centro de pesquisa no campo do Direito Internacional. 









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