Filosofia da USP e as Vacas de Leite: semelhanças.

Nietzsche já citava as vacas. Sua paciência, seu ruminar.

Hoje quero falar de "Girolândia" e da Filosofia nacional.

Como se sabe, para os criadores, para se ter uma boa vaca de leite é preciso fazer cruzamentos. No caso entre a raça Gir e a Holandesa. Tem-se um boi Holandês e o cruza com uma vaca Gir. Então nasce o girolande.

Se nascer vaca, ótimo, pois ela é boa de leite e seus bezerros irão servir para carne. Se nascer bezerro, tudo bem, pois eles são bons de carne.

Mas não se pode dispensar um plantel de vacas e bois Holandeses e o mesmo de Gir. É preciso sempre produzir o híbrido, pois ele só é bom enquanto híbrido. Não dá para cruzar girolande com girolande, assim não dá o efeito esperado. Tem-se que necessariamente fazer a hibridagem.


Na Filosofia brasileira não é diferente. É preciso de híbrido, crioulo? nem pensar.  A lógica do híbrido na filosofia consiste em estudar em uma universidade fora do país. Comentar um alemão(preferencialmente; o próprio nome já exala qualidade)... mas o comentário já não tem validade e reclamar dos alunos brasileiros, afinal eles não são alemães.

O comentário do filósofo perde o valor imediatamente. Ora, em primeiro lugar ele é feito em português, em segundo, ele não é feito por um alemão ou "americano". Então, a exemplo das vacas, é preciso estar sempre indo à Alemanha (pago com dinheiro da CAPES).    Como nas vacas, é preciso ter as matrizes para se produzir os híbridos. No caso da filosofia é preciso das "renomadas universidades" para continuar a produzir os "pensadores"(comentadores) brasileiros.

Eles próprios, que vivem de verbas públicas para produzirem comentários, criam toda uma estrutura que eliminam os comentários. Não é aceito em mestrados e doutorados comentários de pensadores brasileiros. As tais fontes/fetiches devem ser em alemão, mas se não der dá para ser em francês ou inglês. De modo que ao ver pensadores reclamando de não serem citados soar como uma piada. Eles próprios coíbem a citação de nacionais, impedem de se utilizar a literatura nacional. Todos eles acham que são os únicos representantes desse ou daquele filósofo e todos os demais em língua portuguesa são profanos.


Logo, os próprios filósofos empregados no Estado acabam com a filosofia nacional. E depois reclamam por não haver filosofia ou por sua obra não ser "reconhecida", vendida; enfim, dele não ganhar dinheiro com seus livros.












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