Rito Mágico

Sentada em uma biblioteca, situada dentro de um Clube de São Paulo, vejo na estante de livros, naqueles momentos que precisamos retirar os olhos do livro que estamos lendo e viajar nas ideias, o seguinte título: "Rito Mágico". O que me impele procurar na mesma prateleira em que seção está tal "atração". Literatura brasileira é a localização. Apesar da curiosidade, não me dou o trabalho de verificar o autor, pois sou tomado pelas ideias que o título, agora tema, me suscita.

Porque o mágico e o rito tem estado tão em alta? Mesmo entre setores ditos ricos, no qual o cartão de crédito ocupa um lugar central na vida cotidiana e aos domingos, porque tal predileção?

Logo me veio uma brincadeira, queres conhecer um rito mágico? Pois bem, transfira para a minha conta bancária um valor financeiro e lhe mostrarei que a única mágica disso é o convencimento de tal transferência. Certamente uma brincadeira que intentei apenas como tal e como recurso didático para questionar a cultura dos ritos mágicos e esoterismos ou, segundo um amigo, dos "esquisoterismos".

Em época de super internet e de abundantes informações temos o mito de  que tudo está sendo "desvendado", de que estar conectado seja a salvação pela sabedoria(sophos); Tudo tem uma pesquisa  científica de uma Universidade dos Estados Unidos da América ou da Inglaterra (raramente são citadas as francesas e alemãs; o resto....)  para nos afagar.

A mesma sociedade que consume livros de pintar, também fazem do setor esotéricos uns dos que mais vendem livros para além dos libretos religiosos. (Somos uma sociedade que lê pouco e quando lemos temos preferências por artigos religiosos, etc  ou de colorir); Nesse setor a magia parece ser uma tentativa de metamorfosear a própria experiência subjetiva da vida, que mesmo com os cartões pode continuar não muito agradável.


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